<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939</id><updated>2012-02-16T06:58:55.389-08:00</updated><title type='text'>Núcleo último da Pessoa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-6564613643769727329</id><published>2009-11-24T11:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T21:11:29.736-08:00</updated><title type='text'>Acheron</title><content type='html'>A sad sad song&lt;br /&gt;A sad sad song&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why did I stay?&lt;br /&gt;Right now, obviously, I should be moving on&lt;br /&gt;I'm able to do this now. But, should I?&lt;br /&gt;I don't hope you give me an answer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"You’re the most motherfucker of all. And I'm the most jackass". &lt;br /&gt;I laughed, then I cried, then I laughed crying.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've been killing you since you made me die. &lt;br /&gt;Now, I'm resurrecting you from my hades, but, could you do the same with my soul? &lt;br /&gt;I don't think so.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let’s give falsehood for our time, let’s give it all we have, let’s do some time prayer, andlet’s mask some hope that maybe is still in our iris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'cause I'm not Jesus, and you are no the same, I can't give you life, and you will never be this hero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So lets us fall in Seol, lets us dry the Tanatos tear, let’s win his kiss and stop with all these crap that we do with each other.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Because we are not Jesus, and we can not resurrect each other, but we can slay, and more than anything, we can die, I know, we die.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;comecei a escrever isso e pensei que poderia se tornar uma música. pensei até no rítimo e na melodia. Quem sabe um dia não se torna mesmo uma canção?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-6564613643769727329?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/6564613643769727329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=6564613643769727329&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/6564613643769727329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/6564613643769727329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2009/11/acheron.html' title='Acheron'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-8477529241872981613</id><published>2009-03-19T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-19T14:12:35.253-07:00</updated><title type='text'>Caderno litúrgico</title><content type='html'>Eu sempre pensei que seria diferente, mas acabei por ser eu mesmo, e sempre quis sê-lo, por mais que em todo o tempo que era e sou, mantivesse-me pensando que seria alguma outra coisa.Mas se sou alguma coisa, a culpa é do que fui e do que era, porque o passado é irremediável e real, ainda que reinventado nos rios e afluentes da minha memória, e ainda que necessariamente recriado, tento não modifica-lo racionalmente, não, o aceito como meu, e o amo, assim como amo tantas das coisas. Uma questão de fé me ensinou que amar é. E sei que posso fazer uma profissão de fé, dessa amante fé.Das eras de quando era, foram permanecendo alguns teimosos pingos, que se somaram em uma tempestade última, essa que passou e foi pro norte. Mas me banhando nessa chuva de vidas e vidas minhas, sei apenas que vivi, não sei desde quando, mas quero dizer que o futuro é inacessível e talvez até neguem-me sua existência, mas o samba já valsado ninguém me tira.Quero dizer que em algum lugar o fim faz-se deus, afinal, a crença inegável é a de que há o fim, mesmo que se recomece um milhão de vezes, mesmo que se nasça, nasça, nasça, etc. Porque eu estava moribundo, mas na curva a morte chegou, e eu amanheci finalmente. Ah, alvorada! Ah, amores meus, não fechem os olhos perante esse deus finalizador, porque ele é bom, é justo, e lhes tira a impossibilidade de ressurreição, assim que só esse Fim é quem lhes pode parir.Sigo então, sem nunca negar daqui pra frente nada do que o senhor Fim me deu, sem esquecer os passos do samba valsado e sem nunca deixar de dizer que amo, ah, como amo, e que nenhum amor meu jamais foi tocado por deus – esse de quem estou falando – porque meu deus aqui toca apenas em mim, mas meus amores foram e são (não tenho o direito de dizer que serão) intocáveis, simplesmente porque eu tenho fé, eles não têm fim nem Fim, mas se encontram, se transformam e se reconhecem aqui dentro do que eu nunca achei que seria, mas que graças ao deus sou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-8477529241872981613?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/8477529241872981613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=8477529241872981613&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/8477529241872981613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/8477529241872981613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2009/03/caderno-liturgico.html' title='Caderno litúrgico'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-1957119663188109002</id><published>2008-11-11T21:48:00.001-08:00</published><updated>2009-03-21T12:58:57.691-07:00</updated><title type='text'>Rosa mística</title><content type='html'>Os amigos estavam preocupados com M.F, cada dia se mostrava mais magro e viciado em remédios para dormir. Estava pesando menos de cinqüenta quilos, e para um homem de mais de um metro e setenta e cinco, esse peso era sinal de uma doença segundo o médico do pronto socorro que o atendeu na quinta-feira em que desmaiou subitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo assim: uma pontada, um visgo de amargura, ou de insegurança e começa o riso. Rio amaro que prepara o banquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa da mãe sempre comia o que lhe era servido. Nunca falava à mesa, respondia sempre que lhe faziam uma pergunta com um aceno de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me preocupo com aquilo que não faz parte de mim, mas infelizmente eu não me satisfaço apenas de mim, se conseguisse viver só de ego, eu praticaria algum autocanibalismo versátil: num dia um pedaço de perna, noutro um cozido de olhos, e aos domingos um jantar com cérebro assado e coração ao vinho branco. Mas do físico mesmo não posso comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omeoprazol ajudaria com os vômitos. Mas precisaria procurar um psicólogo, seu grande problema era de fundo emocional, lhe dizia a mãe, sempre que o via.&lt;br /&gt;Saiu cedo para ir ao médico. No meio do caminho viu um anúncio, no qual se vendia uma vitrola de discos de vinil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sinto, e quero que todos e tudo ao meu redor me atinjam, e me firam de morte muitas vezes, retalhando os pedaços da carne, do espírito, do desejo, para eu me nutrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio discretamente, pegou o celular e discou para o número no anúncio, em menos de uma hora estava num antiquário do centro comprando o aparato. Aproveitou também para comprar alguns vinis.&lt;br /&gt;Voltou para seu apartamento, instalou rapidamente a vitrola e passou toda a tarde ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele riso, que parece sair com naturalidade e furor, fica em mim, na verdade, o emblema das rugas que me faz nos olhos. São meus dentes amarelos tentando morder um pedaço de alegria, espostejando o mínimo deste ser amoroso, mas quando sento à mesa com o homem sorridente,vejo um desespero manho, tamanho desmentido, desmedido é ele em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma canção passava por sua cabeça, mon amour, ele repetia. Mas na vitrola tocava Beatles. Because, era essa a música.&lt;br /&gt;Enquanto repetia o estribilho em voz baixa, se curvou e tomou da estante um bíblia que sua mãe havia deixado. Abriu no evangelho de Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco alcoolizado de entusiasmo, claro! Um entusiasmo divino, assim existe, só, na crença e na vontade empírica. Meu Deus existe.&lt;br /&gt;Rogo para estar sempre gozando. Que meu sexo não me aflija mais que meu amor e que o gemido seja ouvido como canto de louvor. Orar antes das refeições faz bem para a digestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito dele palpitou, Golden Slumbers tocava, ele pensava numa canção da infância, uma qualquer dessas que as mães gostam de cantar para os filhos, mas só conseguia se lembrar da melodia e a confundia com as palavras "and I will sing a lullaby".&lt;br /&gt;Fechou a bíblia, caminhou até a porta do apartamento, deu meia volta e entrou no banheiro. Alí sentou-se e calou-se, e tocava Beatles, e morreu ali mesmo, com oitenta e dois anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-1957119663188109002?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/1957119663188109002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=1957119663188109002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/1957119663188109002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/1957119663188109002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/11/rosa-mstica.html' title='Rosa mística'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-2121737745897935823</id><published>2008-11-07T09:24:00.000-08:00</published><updated>2008-11-07T09:25:58.928-08:00</updated><title type='text'>Ontem</title><content type='html'>Não vou dizer do imutável porque isso é burrice. Nem lamentar sua imutabilidade, porque isso é pequenez. Advirto que o tempo é cheio de pormenores que se escondem entre os segundos, e aí é que estão guardados os meus tesouros.&lt;br /&gt;Confesso que gostaria de ter mais ódio, porque ele seria a maneira mais certa de manter a consciência e a identidade que sempre me fogem. O oposto é terrivelmente estático, mas não creio que imutável, porque eu não sou burro.&lt;br /&gt;Esses dias me apresentei ao espelho. Eu conheço e reconheço muitas vezes meu torpe olho esquerdo. É o lado esquerdo esse maldito hemisfério quente que de tanto afago faz delirar.&lt;br /&gt;Essa febre está me dando calafrios, sinto, no meio do calor desse trópico, um frio cru. Preciso matar um leão, arrancar-lhe a pele e me aquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-2121737745897935823?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/2121737745897935823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=2121737745897935823&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2121737745897935823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2121737745897935823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/11/ontem.html' title='Ontem'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-3211248104971073213</id><published>2008-10-22T11:27:00.001-07:00</published><updated>2008-10-22T11:32:06.266-07:00</updated><title type='text'>Quanto custa o balão de oxigênio?</title><content type='html'>Reparei, e não faz muito tempo, que existe certo tipo de vontade geral de não ser. Ou pode-se dizer de uma vontade de ser ninguém. Absolutamente, todos nós tentamos afirmar nossas personalidades complexas e únicas, que são baseadas nas vivências múltiplas de nossas histórias de vida, e sobre estas, os anseios se argumentam nas frustrações e perdas muito mais que em qualquer alegria. Há uma melancolia generalizada, mesmo que disfarçada na maioria das personas.&lt;br /&gt;Eu, Diego, penso então que essas farpas que me disparam, com o tambor dos olhares, dos dedos, e sobre tudo, da boca são ligeiros flashes de alguma vontade velada. Corrompidas lascas transgressoras da vida morta. Inseminação artificial da vida em quem não é morto, mas morre. (E como morre! Morre muito, morre ulteriormente, superficialmente, neuronicamente, capilarmente, morre tudo muito!). É claro que a primeira reação que tenho é a raiva, mas tão logo ela desaparece, porque eu  me questiono que também sigo o fluxo geral como qualquer um, e só não digo que sou como qualquer ser humano porque isso seria um pecado original. Sou diferente, único, e ninguém pode me conhecer de verdade. Nem eu mesmo. (Ó mundo, vasto mundo)&lt;br /&gt;Mas certas músicas parecem tocar para minha dança. E na dança dessa gente como eu, reafirmo, o passo é marcado em compassos enclíticos. Um, dois, um dois, um, um, um. Nas razões verdadeiras – porque razão é razão – da nossa jovialidade tão bonitinha, tão festejadinha, tão macaquinha, preferimos nos defrontar com a carne do conhecimento de Proust e de Verlaine, de Shakespeare e de Homero, de cada mãe e pai, mas nunca de seu – meu – cérebro. A sorte é que sentimos mesmo com o cérebro e o coração não passa de uma bomba.&lt;br /&gt;Pois que identificado, para mim apenas, já que minha idéia não vale nada – se afirmasse que vale muito, destruí-la-ia – que há algum vapor barato no ar, difundindo a loucura comprada ou baixada em arquivos compactados, resta-me arrumar um balão de oxigênio, e sair por aí dando a noticia que há uma epidemia. Que a peste veio para nos fazer pagar pelos muitos pecados cometidos. Mas prefiro ficar doente, afinal, se são ficasse, me chamariam de louco narcisista, e eu tenho medo de não ficar louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-3211248104971073213?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/3211248104971073213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=3211248104971073213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3211248104971073213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3211248104971073213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/10/quanto-custa-o-balo-de-oxignio.html' title='Quanto custa o balão de oxigênio?'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-7776591577151448307</id><published>2008-10-12T22:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-13T01:02:35.208-07:00</updated><title type='text'>Soneto do homem</title><content type='html'>Primeiro veio à luz dos dentes meus&lt;br /&gt;a palavra que cria esse estribilho.&lt;br /&gt;E pela cruz certeira dos ateus:&lt;br /&gt;a fé que me conduz ao cru martírio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nascido da boca em pus de algum deus&lt;br /&gt;que ensinou bem o mal a mim, o filho,&lt;br /&gt;feitor de fabricados Pirineus&lt;br /&gt;enterrados feito sangue sem brilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob ela, inevitável humanidade,&lt;br /&gt;resta-me aceitar o fardo que é a dor&lt;br /&gt;de sentir que perfeição e divindade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são quereres que nutrem um tumor.&lt;br /&gt;Mas quase me esqueço na insanidade,&lt;br /&gt;que do homem, por sê-lo, concebo o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-7776591577151448307?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/7776591577151448307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=7776591577151448307&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7776591577151448307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7776591577151448307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/10/soneto-do-homem.html' title='Soneto do homem'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-7572326692578732291</id><published>2008-09-28T20:48:00.000-07:00</published><updated>2008-09-28T20:54:14.033-07:00</updated><title type='text'>Cantarolação</title><content type='html'>No compasso hermético das indecisões eu canto.&lt;br /&gt;Infalível é o dó maior, seguro na garganta&lt;br /&gt;falível, ré menor dissonante na melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crispa forte a pigarra cigarreia,&lt;br /&gt;no meio do ar saindo:&lt;br /&gt;Cuspidela em nome do amor, Insensatez e&lt;br /&gt;Chega de saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na rua, ouve-se o canto magro e alto,&lt;br /&gt;canto que quase veste chapéu.&lt;br /&gt;O canto do (a) passante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto mente, sã - (o)&lt;br /&gt;O corpo é do cristo, não cristão é o canto.&lt;br /&gt;Mas é etéreo o som que some e se renova,&lt;br /&gt;que reverbera como uma palpitação sórdida&lt;br /&gt;dessas que se tem no momento do pecado original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue o murmúrio gutural até o final da letra esquecida&lt;br /&gt;Sem badabadás, sem abadá e sem santinho do Bonfim.&lt;br /&gt;A cena é do herege que canta e mente,&lt;br /&gt;mas que ganha a benção do humano ser-se,&lt;br /&gt;e assim a canção não poderia ser outra.&lt;br /&gt;Era tom baixo, do alto calão do lirismo bem quisto&lt;br /&gt;a canção era (é) de amor:&lt;br /&gt;Ah...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-7572326692578732291?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/7572326692578732291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=7572326692578732291&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7572326692578732291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7572326692578732291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/09/cantaroo.html' title='Cantarolação'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-7401100982645414292</id><published>2008-09-06T13:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T23:04:19.009-07:00</updated><title type='text'>Semelhante ao fogo</title><content type='html'>Uma taturana entrou em meu ouvido. Eu estava deitado no gramado da faculdade, descansando, fumando, olhando, pensando e chorando. Demorei a perceber a leve cutucada no lóbulo direito, as passadas rasteiras por entre as duas argolas.&lt;br /&gt;Às três da tarde de qualquer quinta-feira não se esperam visitas. Não se espera nada. Eu, porém, esperava a salvação, e ela veio, com forma, ácido e calor.&lt;br /&gt;Quando percebi que havia uma taturana dentro do meu ouvido, pedi-lhe delicadamente que saísse, mas taturanas não costumam ser gentis ou educadas. Então peguei um lápis e enfiei no ouvido, tentando expulsá-la. Mas só fiz piorar aquela situação, o bicho entrou mais fundo ainda em minha cabeça, mas ali, no fundo, ela não me incomodava não, nem a sentia, mas o saber de que uma taturana havia entrado em meu ouvido me perturbava, afinal, quem pode viver com uma taturana dentro da cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tesão repentino me veio. Ela começou a se esfregar nos labirintos e sussurrava alguma coisa incompreensível e uma libido tremenda me tomava. Porém meu corpo não a manifestava, contive o suspiro, o gemido e a ereção.&lt;br /&gt;Um flerte despretensioso acontecia dentro do meu ouvido e um sorriso safado me brotava à boca. Salivei sobre meu dedo mindinho e fui alimentá-la de beijo, de amor e de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo que passava parou e me cumprimentou. Olhei para ele com certo terror, misturado com temor e vergonha. Mas ele logo se foi e o sufoco no peito passou. Quem me entenderia, ou perdoaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua prepotente me lambia. Contudo, não sabia se de fato era uma língua, poderia ser uma pata, uma antena, um pênis, uma vagina, realmente não sei o que foi. Não entendo da anatomia das taturanas, mas me sentia lambido. Pensei estar tomado pelo mais terrível dos demônios, mas era apenas eu. Eu, meu sadismo, minha tristeza, meu amor, meu tesão e a taturana.&lt;br /&gt;De repente ela parou com o rebuliço e começou seu ato de revelação: - Sempre te olhei, de dia, de noite, mas, pequenina que sou você nunca me viu.&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio, não por querer, mas por não saber ou sequer ter o que responder-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está ai? Sei que está, sei que você me sente forte e alucinadamente.&lt;br /&gt;- É, mas eu não posso falar com você, não é certo.&lt;br /&gt;- Então pense apenas, e eu te escuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que coisa tão ridícula, uma taturana entrou em meu ouvido, afetou-me e me descobriu.&lt;br /&gt;Comecei a pensar em suicídio para ver se lhe punha medo. Não. Tentei pensar em imagens de guerras, mutilados, peixe podre, fezes, em imagens minhas. Mas ela não saia, não se movia, ela apenas amava.&lt;br /&gt;As taturanas não amam como os humanos, elas amam por puro amor. Não se incomodam, não pedem, não machucam, não se apavoram, não choram, mas amam, aquecem e transam muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha perturbação era, portanto, com o meu amor, que, impossível de ser escondido de seu alvo, impossível também era abrandá-lo. Porque amor se sente no cérebro. Uma vez amando, eu estava alucinadamente feliz. A felicidade me fazia rir e a ela também. Mas eu não poderia cultivar esse amor de taturana, só sabia do amor humano. O que seria da minha vida? Chamariam-me de louco, internariam-me num manicômio, mas menos pelos outro e, verdadeiramente por mim, é que não poderia seguir com esse sentimento.&lt;br /&gt;Mas em cada espaço de segundo eu amava mais e mais aquele animal. Amava tanto, amava tão humano que a taturana começou a enlouquecer, a sufocar. Ela gritava em meus tímpanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto amor, ela correu para fora de mim. Tentei, sem sucesso, tapar o ouvido, mas ela se lançou no ar, saltando da ponta mais estreita do lóbulo. Suicida. Movia-me de solavancos no gramados, batia com as mãos nas folhas e gravetos, meus olhos cheios de lagrimas, o peito doendo, algum liquido na garganta querendo ser regurgitado. Minha respiração fustigava e doía, por Deus, doía muito. Eu procurei por horas, e não encontrava, não encontrava nada. Quando o sol já baixava, e minhas unhas estavam pretas de terra, eu reparei numa folhinha caída que me chamou a atenção por sua cor roxa, diferente das outras verdes. Tomei-a com cuidado, trouxe-a para perto dos olhos. Reprarei que era um recado e tentei ler o que estava escrito. Terror, surpresa e amor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora me é impossível, mas debaixo de sete palmos eu te encontro, te amo e te tomo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-7401100982645414292?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/7401100982645414292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=7401100982645414292&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7401100982645414292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7401100982645414292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2008/09/semelhante-ao-fogo.html' title='Semelhante ao fogo'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-5100027059383893318</id><published>2007-12-15T21:40:00.000-08:00</published><updated>2007-12-15T21:48:36.596-08:00</updated><title type='text'>Amálgama</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Andei pelo quarto, esbarrei algumas vezes no vingativo pé da cama. Sentei-me, levantei-me e chorei sem parar. Procurei no espaço alguma porta para sair, mas eu só via a janela, a janela do sexto andar e eu não estava animado para suicídio aquele dia. Rotina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não sei como entrei ali, mas sabia que me odiavam, porque só se prende assim a quem se odeia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tinha a impressão que nasci ali dentro mesmo. Que depois de me parir, mamãe saiu a se aventurar pelas vias breves e sonoras do ar, e nunca mais voltou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de limpar os olhos, observava minhas pupilas, tão verdes, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pitangas&lt;/span&gt; novas no pé, e eu era homem maduro, parado de frente de si.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A solidão e o tempo atemporal me permitiam coisas descabidas. Nesse dia tive a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;idéia&lt;/span&gt; mais real de minha vida: colocaria um espelho em frente a outro. Coloquei. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Refletiram&lt;/span&gt;-se, eternamente, inevitavelmente. Cuidei para que não quebrassem com o movimento, e pronto, estavam em posição, encarando-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tentei em algum momento enxergar o fim, mas era infinito o reflexo. Começava e terminava-se em si mesmo, e ao mesmo tempo era dependente do outro, no outro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Refletiam&lt;/span&gt;-se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;descontroladamente&lt;/span&gt;, paulatinamente, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;refletiam&lt;/span&gt; a nada. Foi aí que caminhei alguns instantes na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt; daquela imagem e pude ver as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;pitangueiras&lt;/span&gt; no parque. Que lindo lugar, ar puro, verde. Mamãe me pegou pela mão andamos até o lago. Eu respirava fundo, lambia uma lágrima e amava.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-5100027059383893318?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/5100027059383893318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=5100027059383893318&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/5100027059383893318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/5100027059383893318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/12/amlgama.html' title='Amálgama'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-1858208955198635946</id><published>2007-11-03T20:38:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T14:24:43.346-07:00</updated><title type='text'>Speak to me, breathe - 3:59</title><content type='html'>Vivíamos em uma casa que mais parecia um porão. Na verdade, era de fato um: ficávamos na parte de baixo de um sobrado. Na parte de cima morava a dona de todo o edifício com seus filhos e cães, e nós no espaço inferior, que se dividia em um quarto-sala, onde dormiam meus pais, uma cozinha estreita e o quarto onde dormíamos minha irmã e eu. O lugar era todo retangular: os quartos nas pontas e a cozinha no meio, servindo também de hall. De frente para nosso quarto, meu e de Tata, estava o banheiro: um corredor claro, de azulejos amarelos e louça branca.&lt;br /&gt;Eu passava horas sentado no chão, encostado em minha cama. Era início dos anos noventa e os aparelhos eletrônicos eram novidade. Não se falava em cd e a idéia de computador era muito distante, completamente industrial. Havia uma vitrola-maleta em meu quarto, uma vitrolinha velha, que me acompanhava nas tardes, perdida entre jogos Lego de montar, bonecos de super-heróis e as barbies que roubava de minha irmã. Nessa vitrola eu escutava alguns vinis que tínhamos em casa. Às vezes tocava algumas músicas infantis, mas o que eu mais gostava eram os vinis de musica estrangeira, com as cores fortes das capas e as palavras estranhas que se misturavam ao som picante e convidativo. Brincava com as vozes e com o ritmo, acelerando e desacelerando a rotação do vinil. Sentia-me em paz com a minha vitrola, os blocos de montar e os bonecos, mas tinha que roubar alguns pregadores de roupa de minha mãe, para completar o arsenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As brincadeiras da tarde eram as horas mais alegres do dia, mas também as mais cínicas. (Há maior cinismo do que anunciar o óbvio por vir?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno vitrô do meu quarto dava para um corredor que pertencia à casa de cima e minha cama ficava encostada à parede, em baixo desse vitrô. A noite entrava e eu demorava muito para dormir, minha irmã me mantinha acordado: - Tato, você está acordado? Eu respondia que sim. Ela vinha então e reacendia com a réplica: - Quando você dormir, me avisa? Às vezes respondia que sim, outras vezes fazia um "aham". Ela sempre dormia antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cachorros da casa de cima tinham uma insônia maior que a minha e, com suas sombras, passavam a noite marcando território nas paredes de nosso quartinho. Isso quando não colocavam o focinho nas aberturas do vitrô. Minha irmã entrava em pânico sempre que isso acontecia. Aqueles cachorros foram os primeiros seres que eu odiei na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu aniversário de cinco anos resolvi que teria uma festa só minha, uma festa noturna. A idéia foi deixar a vitrola tocando até que eu dormisse, e depois, como o vinil acabaria antes da noite, de manhã mamãe não perceberia nada. (Virei homem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto minha mãe ralava cenouras na cozinha, para a salada do jantar, fui até o armário de discos de papai e peguei o de capa de arco-íris, enquanto Tata montava guarda na porta. Voltamos para nosso quarto sem que mamãe percebesse. Escondemos o vinil sob a colcha da cama e esperamos a noite. Faríamos uma grande festa. Até então, havia sido a única noite que eu esperei com ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava das vinte horas, esperei que meus pais fechassem a porta de seu quarto. Dei o sinal para Tata, que abriu a vitrola, e então coloquei o vinil da capa de arco-íris. (Tão legal).&lt;br /&gt;Ela dormiu. Eu me aventurava com alegria. Começou a tocar os meus segundos preferidos da canção, eram estranhos e inconfessáveis. De repente um latido rasgou a perfeição em que se encontrava o ambiente. Meu coração pulsou forte de raiva daqueles cães. Mais latidos. Tata não se mexeu na cama. Já me levantava para fechar o vitrô quando de repente o latido se transformou em choro e a cabeça preta do cão entrou de solavanco pelo vão e na mesma velocidade saiu. No susto voltei a me deitar, segurando forte com as pernas meu segundo travesseiro. Tentava não olhar ao mesmo tempo que os olhos corriam para o vidro sujo de vermelho. O som quebradiço se repetiu algumas vezes, e se misturava à canção. Esforçava-me para não perder nenhum lance, e tive a sensação que os sons que saiam das topadas no vitrô sempre estiveram na melodia, entremeados naqueles segundos favoritos.&lt;br /&gt;O vulto negro topava contra o vidro. Novamente espremeu a cabeça dentro do meu quarto, com o focinho escancarado, a boca fechada e a língua mordida para fora, pingado baba e sangue. Olhei fixamente para o cão. Ele se desculpava, mas eu não me movi. No focinho, as narinas se abriam e fechavam com esforço, suadas. Ele me pediu um copo d ’água. Não me movi.&lt;br /&gt;O outro cão rosnava bravamente do lado de fora. Eu ouvia o som que as unhas do animal faziam no chão de ladrilho, e tudo se encaixava na canção, tudo era maravilhosamente sonante e a cadência era perfeita. Tuco calou. Tata gemeu alguma coisa que não entendi. Depois devo ter dormido. Nunca mais tive insônia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-1858208955198635946?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/1858208955198635946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=1858208955198635946&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/1858208955198635946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/1858208955198635946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/11/speak-to-me-breathe-359.html' title='Speak to me, breathe - 3:59'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-7434509114069389183</id><published>2007-10-20T15:21:00.000-07:00</published><updated>2007-10-22T10:52:58.827-07:00</updated><title type='text'>Camaleão claustrofóbico</title><content type='html'>É, um buraco.&lt;br /&gt;Estou quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está desrecuperado duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vazio&lt;br /&gt;corre como uma barata&lt;br /&gt;desvia desvia&lt;br /&gt;Pisão: Dilacerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vácuo&lt;br /&gt;Paro como um bicho,&lt;br /&gt;tento me camuflar,&lt;br /&gt;Camaleão se olhando no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente é arrebatado por um desespero manho, calado,&lt;br /&gt;claustrofóbico dentro da própria pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer gritar: vento.&lt;br /&gt;Oco infernal.&lt;br /&gt;Quero gritar e o grito não sai!&lt;br /&gt;Oco na alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sorri e cada dente se torna lança,&lt;br /&gt;atravessada, diagonal, construindo mentira.&lt;br /&gt;Lábia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a palavra é anfetamina.&lt;br /&gt;Fabulosa criação, inventa o ar, rasga o espaço.&lt;br /&gt;E graças a ela a gente respira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respira.&lt;br /&gt;Acuado, camuflado.&lt;br /&gt;No núcleo último da pessoa,&lt;br /&gt;onde só nós estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esse poema foi escrito por mim e por &lt;a href="http://sonosestamosaqui.blogspot.com/"&gt;Fernando&lt;/a&gt;, meu amigo. Escrevemos juntos porque acho que estavamos sentido algo parecido, tivemos uma idéia parecida. Na verdade estavamso conversando pela internet, e muitas das frases do poema foram surgindo durante nosso papo. Decidi juntar as frases, porque achei que elas tinham força, criavam imagens bonitas, depois disso trabalhamos em outros versos, até chegar no que está publicado acima. O poema foi públicado originalmete no blog "Coletivo Mário de andrade". Não sei se ele está pronto, pode ser que modifiquemos algo ainda. Mas por hora, achamos que ele está onde deve estar.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-7434509114069389183?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/7434509114069389183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=7434509114069389183&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7434509114069389183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7434509114069389183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/10/camaleo-clautrofbico.html' title='Camaleão claustrofóbico'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-7975568045468497631</id><published>2007-09-24T00:07:00.000-07:00</published><updated>2007-11-03T07:53:27.143-07:00</updated><title type='text'>Simbionte</title><content type='html'>A casa de janelas cansadas não bastava, nem a cerca, nem o jardim. Tudo ali era desinteressante, fraco. Por fora a casa era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;obesa&lt;/span&gt;, seus quartos eram desnutridos, na cozinha havia apenas facas, gelo e um filtro de água e para comer só caldo ralo. Viver ali doía: Pisar naquele chão de cacos, dormir numa cama de um prego só. Era inevitável que  renegasse sua morada.&lt;br /&gt;Então decidiu que viveria numa casa alheia. A busca foi rápida, achava que qualquer casa seria melhor que aquela que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;espostejara&lt;/span&gt; toda a vida.&lt;br /&gt;Passando por uma rua clara e um pouco barulhenta viu de longe um casarão pintado de vermelho vivo, correu até ele e entrou. O lugar estava cheio, mas ele adorou, então resolveu ficar, sem avisar os donos, sem pagar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;aluguel&lt;/span&gt;, ocupou silenciosamente. Nos primeiros dias foi feliz como nunca fora, balançar-se na rede o fazia recordar sua mãe, quando o ninava antes de dormir, dormiria adulto pela primeira vez.&lt;br /&gt;Estava ficando mais corado, os dias iam passando e ele tomando corpo. Mas não podia ser visto pelos outros moradores ou então iam expulsá-lo e ele não teria pra onde ir, senão voltar pra sua casa miserável.&lt;br /&gt;Passados outros dias ele já não conseguia comer nem dormir. Não havia tempo, tinha de se esconder sempre: Saia de trás da porta para baixo da cama, corria pelo corredor, se enfiava no vão da pia. As crianças estavam acostumadas com esses lugares secretos, eram seus cúmplices em seus castelos de pique - esconde. Mas os adultos não teriam piedade na tortura, então ele fugiu.&lt;br /&gt;Frustrado com a fuga e com medo, ficou prostrado na frente da casa em que não cabia, era doloroso demais ter que regressar. Mais cedo ou mais tarde as paredes engordariam tanto que morreria sufocado durante o sono, era o que ele pensava. Gritou duas vezes: - Qualquer uma, menos você!&lt;br /&gt;Quantas casas? Mil fugas era a resposta aproximada. Algumas vezes chegou a ser descoberto, trocou tapas, socos, tiros até, com os donos, mas sempre fugiu.&lt;br /&gt;Pensava em voltar, mas sua casa estava cada vez mais longe, na verdade nem sabia mais o caminho de volta e o medo do retorno era maior que o sofrimento das fugas.&lt;br /&gt;Naquela cidade, a noite era habitada por todos os monstros mitológicos, e não havia cidadão que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atrevesse&lt;/span&gt; a dormir na rua, pois uma vez apaixonado por um dos monstros, a morte não tardaria cinco dias.&lt;br /&gt;Eram seis da tarde e o sol estava baixo. Ele nunca havia demorado tanto para encontrar pelo menos um casebre, mas já estava ficando sem opção e a cidade estava de sobre aviso a respeito de suas invasões.&lt;br /&gt;Começou a correr, a noite vinha, dois minutos. Desceu a ladeira da rua velha, cortou em dois movimentos a praça central, viu uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;mureta&lt;/span&gt; branca com um portão de madeira no centro. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mureta&lt;/span&gt; era muito alta, não conseguiria pular e, se arrombasse o portão, seria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;descoberto.&lt;/span&gt; Mas não precisou: O portão estava fechado com uma tramela, colocada do lado de fora.&lt;br /&gt;Era a casa mais linda que já havia visto, gigante, portátil, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;luxuosíssima&lt;/span&gt;. Tomou cuidado para que ninguém o visse. Demorou três dias para ter certeza de que a casa estava vazia mesmo.&lt;br /&gt;No quarto dia viu o único morador sentado no jardim. Nesse momento explodiram febres em sua boca, ele se apaixonou, era um monstro o morador. Deu alguns passos na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;direção&lt;/span&gt; do amado, contendo a respiração. O monstro virou e abriu um belo sorriso. Mais dois passos: Estavam se beijando, fortemente abraçados. Ele derramou algumas lágrimas que molharam as bocas, então o beijo acabou e ele estava dissecado. O Monstro abriu a boca enorme e fez um movimento rápido, com o qual arrancou a orelha esquerda dele. Um grito rasgou as vias do ar, e o sangue corria pelo pescoço, fazendo um cordão que escorria pela nuca, circundava os ossos das costelas, chegava até as covas das costas, passava pelas nádegas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;empoçava&lt;/span&gt; perto das coxas. Era uma sensação excitante, que arrepiava os pelos de seus braços.&lt;br /&gt;Correu pelos corredores, deixando o rastro sentimental. Chegou ao fundo da casa onde havia um muro gigante que, em dois movimentos, pulou sem nenhuma dificuldade. Correu com tanta força, correu com esperança, e sentia no solo as pisadas do monstro em seu encargo. Era madrugada e nem havia se dado conta de quantos monstros estavam perambulando pelas ruas. Não viu nenhum. Correu cruelmente, esfolando-se, com um choro desesperado que o fazia tremer o corpo todo, mas não parava, foi para o único lugar em que poderia sobreviver.&lt;br /&gt;Chegou à sua velha casa, atravessou a portinhola e em três passadas estava no meio do salão. Tratou de trancar todas as portas e janelas. Foi até seu quarto, pegou sua arma, e montou posto em frente à entrada principal. A casa balançava inteira com os socos do monstro, que gritava pedindo passagem. Mas ele sabia que ninguém poderia chegar ali sem saber o segredo da entrada. Aquela era a única casa da cidade com cadeado de segredo, e era impossível derrubar as paredes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;obesas&lt;/span&gt;. Mas olhou pela janela e viu os olhos do monstro, cheios de água e os grunhidos de desespero que aquela besta disparava, ensurdeciam-no. Amava demais, mas se fosse salvá-lo daquela dor, morreria. Caminhou até a porta, chegou bem perto da janela, tanto que o vidro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;embaçava&lt;/span&gt;, gritou no silêncio que a surdez produzia: - Eu te amo. E num movimento circular deu dois tiros, um em cada um de seus pés. Caiu zonzo e cheio de dor. Não ouvia mais nada. Respirando com dificuldade, olhava para o cabo da arma, no qual havia um circulo de alumínio escovado como adorno. Nunca havia se visto num espelho. Foi virando a mão ao ponto que percebeu seu reflexo. Caiu em gargalhadas histéricas ao descobrir que ele também era um daqueles monstros. Rastejou-se até o quarto, subiu na cama, e com o cabo da arma deu algumas batidas no prego que tanto o incomodara, até que ele ficasse deitado. Deitou. Dormiu em casa essa e todas as noites. Nunca mais saiu e ninguém nunca entrou, e ele nunca amou tanto na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-7975568045468497631?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/7975568045468497631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=7975568045468497631&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7975568045468497631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/7975568045468497631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/09/simbionte.html' title='Simbionte'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-4636079721056255739</id><published>2007-08-22T22:53:00.001-07:00</published><updated>2007-08-22T23:00:57.475-07:00</updated><title type='text'>Concepção, amestramento e ascensão do Imortal</title><content type='html'>Doloroso e trabalhoso é se despir.&lt;br /&gt;Chegar ao zero, subtrair-lhe, para obter-se.&lt;br /&gt;E não há mais tempo para mim, neles.&lt;br /&gt;Não há energia e a simbiose não mata minha fome.&lt;br /&gt;Estou anêmico do meu estado de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascer-se é muito difícil.&lt;br /&gt;É um parto oblíquo, uma dor indulgente.&lt;br /&gt;Bisturi anti-anestésico.&lt;br /&gt;Dar a luz à base de canibalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se há o parto,&lt;br /&gt;Há o pai, o filho, e a trindade.&lt;br /&gt;Hosana, hosana somos nós.&lt;br /&gt;E pela indulgência da dor alcançada,&lt;br /&gt;Sou fiel pregador dessa ego-religião,&lt;br /&gt;Beato, santinho, sentinelazinha risonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De boca rançosa e língua pálida&lt;br /&gt;Eu já bem deveria saber sê-lo,&lt;br /&gt;Mas não tenho estado de nada, nem de cadáver&lt;br /&gt;Não advogo por essa intangível bem-aventurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flutuo nas minhas espumas&lt;br /&gt;Danço a ultima valsa&lt;br /&gt;E finalmente, quando quase purgado por inteiro,&lt;br /&gt;Insemino-me de espírito, falo Amor.&lt;br /&gt;E nesse fabuloso plano,&lt;br /&gt;Sigo expirando, eternamente inexistindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-4636079721056255739?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/4636079721056255739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=4636079721056255739&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/4636079721056255739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/4636079721056255739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/08/concepo-enredo-e-ascenso-do-imortal.html' title='Concepção, amestramento e ascensão do Imortal'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-4587329571924326961</id><published>2007-08-01T21:27:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T16:27:36.366-07:00</updated><title type='text'>Mi Yo, estimulo sexual - Meu eu, estimulo sexual</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nota: Escrevi esse texto primeiro em espanhol, não sei, acho que as palavras estavam se sonorizando mais na minha cabeça naquele momento. Mas depois, traduzi-o para Português, porque achei que devia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Un jinete de mí mismo es lo que soy. No aquél de que se enamoran. Soy, si, aquél amigo dulce cáustico, cargado de infinitos poros por donde se sale el sudor de un sueño. De querer, de mentir, de que quiero más que un pulgar consanguíneo, pero no familiar, en mí labio. Quiero más que un abrazo dichoso, con mi brazo rodeándome, casándose la izquierda con la derecha, en el altar del hurgón pecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco la pureza que se encuentra en mi retina, pues solo así, sabré que estoy sano de paje, de amigo y de amante, me liberaré de mis prisioneros.&lt;br /&gt;Si encontrar en mis pupillas aquél secreto más fibroso que una palabra, sabré entonces que ellas en verdad, dejan solamente el reflejo lacrimal de aquellos ojos que brotaran de los mismo sueños de aquellos poros. Será un rayo eterno y desvanecido en que encontraré el habla más sonante, que mudamente me diré: - Te amo. Y, sin embargo, la contesta volverá estruendosa y agudísima: -Te amo también.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rebelde de mim mesmo é o que sou. Não aquele pelo qual se apaixonam. Sou sim aquele amigo doce caustico, carregado de infinitos poros por onde sai o suor de um sonho. De querer, de mentir, de que quero mais que um polegar consangüíneo, mas não familiar, em meu lábio. Quero mais que um abraço bem-aventurado, com meu braço ao meu redor, casando a esquerda com a direita, no altar do peito atiçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Busco a pureza que se encontra em minha retina, pois somente assim, saberei que estou são de pajem, de amigo e de amante, libertar-me-ei de meus prisioneiros.&lt;br /&gt;Se encontrar em minhas pupilas o segredo mais fibroso que uma palavra, saberei então, que elas na verdade, deixam somente o reflexo lacrimal daqueles olhos que brotaram dos mesmos sonhos daqueles poros. Será um raio eterno e desvanecido em que encontrarei a fala mais forte, que mudamente me direi: - Te amo. E, não obstante, a resposta voltará estrondosa e agudíssima: - Te amo também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-4587329571924326961?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/4587329571924326961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=4587329571924326961&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/4587329571924326961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/4587329571924326961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/08/mi-yo-estimulo-sexual-meu-eu-estimulo.html' title='Mi Yo, estimulo sexual - Meu eu, estimulo sexual'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-2839713815015677756</id><published>2007-07-01T12:07:00.000-07:00</published><updated>2007-07-01T12:12:44.552-07:00</updated><title type='text'>Oração</title><content type='html'>Em nome de mim, que tenho me esquecido,&lt;br /&gt;peço, um pouco de afago.&lt;br /&gt;Em nome de todos, que tenho deixado,&lt;br /&gt;peço, o bom e merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o amor não venha, mas não o deixe faltar.&lt;br /&gt;Que o terror dele atormente, esquente mente.&lt;br /&gt;E não o deixe me tentar, que já tenho me tentado demais!&lt;br /&gt;Mas, para todos os efeitos, diga que é minha morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo, amiga, Antonia, rogai por mim.&lt;br /&gt;Senhor, senhora, Rosa, amai (por quem quiser)&lt;br /&gt;Prometo não me lançar no abismo, nunca mais.&lt;br /&gt;Prometo ser fiel ao neurônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que esse é forte, oiuê!&lt;br /&gt;Que esse mata hidra, dragão e todo exu!&lt;br /&gt;Proteja minha cabeça e o peito pode expurgar, enfim.&lt;br /&gt;E que deste não se faça vontade alguma, maldito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que assim seja,&lt;br /&gt;Agora e na hora cheia de segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-2839713815015677756?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/2839713815015677756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=2839713815015677756&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2839713815015677756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2839713815015677756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/07/orao.html' title='Oração'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-6339429112761692020</id><published>2007-06-13T10:52:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T11:06:28.343-07:00</updated><title type='text'>¡Harapienta Añoranza!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;En el alma avivaron&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;la sed de lo infinito,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;el ansia de esa de la muerte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;para la que un instante son los siglos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansado del combate&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;en que luchando vivo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;alguna vez recuerdo con envidia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;aquel rincón oscuro y escondido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De aquella oscura y pálida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vida me acuerdo y digo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"¡Oh, qué amor tan callado el de la muerte!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;¡Qué sueño el del sepulcro tan [almatranquilo]!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como la brisa que la sangre orea&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sobre el oscuro campo de batalla,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cargada de perfumes y armonías&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;en el silencio de la noche vaga;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simbolo del dolor y la ternura&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;del bardo inglés en el horrible drama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;bebe yo, el Boticario&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;la rica salvación del amor frátido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-6339429112761692020?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/6339429112761692020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=6339429112761692020&amp;isPopup=true' title='41 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/6339429112761692020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/6339429112761692020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/06/harapienta-aoranza.html' title='¡Harapienta Añoranza!'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-2632682355192681145</id><published>2007-06-05T23:20:00.001-07:00</published><updated>2007-06-05T23:20:46.192-07:00</updated><title type='text'>Amor ou Totó</title><content type='html'>Naquela avenida ele mora&lt;br /&gt;longe, meio sonolento&lt;br /&gt;Te devora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que nem sabia que podia&lt;br /&gt;dei de comer e de beber&lt;br /&gt;inocente, sabia que cresceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num filme trash&lt;br /&gt;ele se mexe um pouco&lt;br /&gt;e de pelúcia vira um monstro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me devora agora, não mais a ti&lt;br /&gt;Rasga, puxa e mastiga&lt;br /&gt;Tira as córneas, os dedos e a língua,&lt;br /&gt;Mas o coração faz questão, este fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma, duas, três batidas&lt;br /&gt;Estou dilacerado e pulsante&lt;br /&gt;Estou viciado e vicerado.&lt;br /&gt;Estou credo, semi morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão forte dói, que não dói.&lt;br /&gt;Eu levanto, sorrio, agradeço.&lt;br /&gt;Coloco-o dentro da minha grande sacola&lt;br /&gt;Tranco-o dentro do meu viveiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que chore a noite toda&lt;br /&gt;Mesmo que ladre, alarde, arde.&lt;br /&gt;Fica preso, não aceso.&lt;br /&gt;Fico puro, luto, fico seguro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-2632682355192681145?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/2632682355192681145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=2632682355192681145&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2632682355192681145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/2632682355192681145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/06/amor-ou-tot_6675.html' title='Amor ou Totó'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-3322960369246179514</id><published>2007-06-04T23:45:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T00:04:16.555-07:00</updated><title type='text'>Risos</title><content type='html'>É e mesmo assim&lt;br /&gt;uma pontada, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;visgo&lt;/span&gt; de amargura,&lt;br /&gt;ou de insegurança e começa o riso.&lt;br /&gt;Rio amaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por()que me preocupo com aquilo que não faz parte de mim,&lt;br /&gt;mas infelizmente eu não sou &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;auto suficiente&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;se conseguisse viver só de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;me&lt;/span&gt; beberia todos os dias, e tudo seria fácil,&lt;br /&gt;mas é que todos e tudo ao meu redor me atingem,&lt;br /&gt;e me ferem,&lt;br /&gt;de morte,&lt;br /&gt;muitas vezes,&lt;br /&gt;retalhado.&lt;br /&gt;Ainda que por conta disso,&lt;br /&gt;eu já tenha desenvolvido uma boa carapaça.&lt;br /&gt;Existem aqueles que conseguem perpassá()&lt;br /&gt;Lá porque eu deixo,&lt;br /&gt;outros que conseguem chegar a mim sem que eu permita,&lt;br /&gt;esses são fortes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele riso, que parece sair&lt;br /&gt;com naturalidade e furor, fica em:&lt;br /&gt;Mim, na verdade, o emblema das rugas que me faz nos olhos.&lt;br /&gt;São meus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;dentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;amarelos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;tentando morder um pedaço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;alegria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;espostejando&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mínimo&lt;/span&gt; desse desejo de feliz,&lt;br /&gt;mas quando sento com o homem sorridente,&lt;br /&gt;vejo um desespero &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;manho&lt;/span&gt;, tamanho desmentido, desmedido é ele em eu.&lt;br /&gt;Um pouco alcoolizado de entusiasmo,&lt;br /&gt;claro!&lt;br /&gt;Um entusiasmo divino,&lt;br /&gt;assim existe,&lt;br /&gt;só&lt;br /&gt;na crença e na vontade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;empirica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Meu Deus existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;poderia&lt;/span&gt; deixar os &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;clichés&lt;/span&gt; e pensar nas coisas de uma forma simples,&lt;br /&gt;veja.&lt;br /&gt;Assim é o mundo,&lt;br /&gt;as pessoas riem quando choram,&lt;br /&gt;ainda que sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;lagrimas&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;outras lacrimejam quando riem,&lt;br /&gt;logo, são coisas completamente interligadas. De acordo?&lt;br /&gt;Mas seria demasiada banalidade,&lt;br /&gt;verdade,&lt;br /&gt;se que quando estou gripado,&lt;br /&gt;meu olho não para de lacrimejar e meu nariz fica cheio de catarro.&lt;br /&gt;E agora, é desse catarro que eu tiraria o choro, ou choraria dele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer nada com isso tudo nada,&lt;br /&gt;não se me pergunte, não pergunto, do que vale qualquer coisa que eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Descobrir&lt;/span&gt;, a única coisa que eu preciso, é,&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;vivenciar a&lt;/span&gt; experiência de parar&lt;br /&gt;de rir, sorrir, de risos em risos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;rasgantes&lt;/span&gt;, ressonantes,&lt;br /&gt;riscando o rosto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;reto&lt;/span&gt; de rondas e recantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;rasos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Precisava apenas apagar esses talhos com uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;gotinha&lt;/span&gt; de água,&lt;br /&gt;Saída do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;espírito&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;escorrendo pelo físico corpo da cara,&lt;br /&gt;seca dentro da pele da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Escrevi isso agora pouco,  pouco antes de criar o blog, não sei  que é, mas é algo que já esxiste, afinal tem alguma forma e algum gosto, pra mim [já tinha dito isso para My.])&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-3322960369246179514?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/3322960369246179514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=3322960369246179514&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3322960369246179514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3322960369246179514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/06/aqui-vai-um-texto-que-escrevi-agora.html' title='Risos'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2994601443026759939.post-3992246051959575714</id><published>2007-06-04T23:33:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T00:07:15.607-07:00</updated><title type='text'>Sobre eu e escrever</title><content type='html'>Demorou bastante para eu criar coragem e fazer esse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Fiz&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;intenção&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;escrever&lt;/span&gt; e mostrar coisas já escritas, normalmente muito intimas, ou que podem não fazer sentido, a não ser pra mim, ou não. Complicado?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, um pouco de mim, que pra muito sou pragmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei o nome do Blog, de uma frase de uma das MInhas escritoras favoristas, Clarice Lispector:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Quero pintar uma tela branca. Como se faz? É a coisa mais difícil do mundo. A nudez. O número zero. Como atingi-los? Só chegando, suponho, ao &lt;strong&gt;núcleo último da pessoa&lt;/strong&gt;." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li a frase e então decidi começar essa qualquer pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um espaço que pretendo usar sem me preoculpar emrelação a sanções, julgamentos, enfim. É apenas uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;vontade&lt;/span&gt; grande que me deu de mostrar pra alguém que queira ler, essas coisas que ando escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, e um espaço também para confraternar. Meus amigos espero tê-los também aqui, cada um que meu amigo é, sabe que é e que amo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sean todos bienvenidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam-se em casa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não se esqueçam, que minha casa...é pelo menos um pedacinho do Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:o)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2994601443026759939-3992246051959575714?l=nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/feeds/3992246051959575714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2994601443026759939&amp;postID=3992246051959575714&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3992246051959575714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2994601443026759939/posts/default/3992246051959575714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nucleo-ultimo-da-pessoa.blogspot.com/2007/06/sobre-eu-e-escrever.html' title='Sobre eu e escrever'/><author><name>Diego Cardoso</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12040414606504903610</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_xSeV0j6gyAo/SPLyn5F3T1I/AAAAAAAAABI/Me1j3yhzwtE/S220/bu,as.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
